
Por: Hugo Vieira
Em janeiro de 2017, fiz minha primeira reportagem policial. Foi por acaso: eu era produtor e tive que substituir um repórter de última hora. Bem, foi a melhor experiência jornalística que tive, pois foi o grande choque de realidade de que todo profissional precisa: uma greve da Polícia Militar.
Ao chegar ao Primeiro Batalhão, na Ribeira, os PMs estavam todos aquartelados, com viaturas velhas, pneus furados, ambiente insalubre e alguns com fome. Era a síntese do abandono da segurança pública proporcionado pelo governador Robinson Faria.
Hoje, no mesmo palanque, Allyson Bezerra e Robinson Faria parecem uma pessoa só, sem nenhuma credibilidade junto à segurança pública. Um destruiu, o outro não apresenta propostas concretas e não tem capacidade para manter o que está sendo realizado.
O Rio Grande do Norte poderá voltar a ter policiais passando fome, rebeliões e o crime organizado tomando conta das ruas, do litoral ao interior.
É preciso lembrar também que Álvaro Dias representa o oposto de Allyson e Robinson; o ex-prefeito de Natal simboliza a sofisticação do crime organizado, uma mutação extremamente perigosa, com o ar de quem “mata bandido”.
Em ambos os cenários possíveis, seja com Allyson e Robinson ou com Álvaro, o Rio Grande do Norte poderá viver dias de medo.


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