Por: Hugo Vieira

Na manhã de 6 de dezembro de 2024, o Grupo de Combate ao Crime Organizado do MPRN acordou cedo. 

Nas primeiras horas da manhã daquela sexta-feira, o Gaeco teria que cumprir ordens judiciais importantes para dentro de um processo que investiga fraudes eleitorais supostamente praticadas pelo grupo político do então candidado a prefeitura de Natal, Paulinho Freire (União Brasil).

Os mandados de busca e apreensão aconteceram nos comitês das campanhas de Rendall e Irapoã Nóbrega, na secretaria municipal de saúde e na Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal.Os investigadores do Gaeco ainda tinham duas missões importantes: ir até a casa de Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega, recém-eleitos vereadores de Natal.

Os investigadores do Gaeco ainda tinham duas missões importantes: ir até a casa de Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega, recém-eleitos vereadores de Natal.

Porém, uma coincidência estranha chama atenção; ambos não foram localizados nos seus endereços. 

As equipes do GAECO foram informadas que os vereadores não residiam mais nos locais.

O síndico do condomínio de Irapoã informou aos investigadores que o vereador teria se mudado há poucas semanas e um novo morador residia no local.

Daniell Rendall também não estava no endereço em Nova Parnamirim. O apartamento já estava ocupado por um novo inquilino.

O GAECO não costuma errar endereços, só vai quando o alvo está no local. Os investigadores também localizaram o escritório de Álvaro Dias no comitê de Rendall.

A operação Voto Livre, deflagrada naquela manhã, poderia ter um grau comprobatório ainda maior se os celulares de Rendall e Irapoã fossem apreendidos.

Ali estavam segredos.

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